Você abriu o iFood, os pedidos começaram a chegar, o movimento aumentou — e no fechamento do mês o dinheiro não aparece. Essa história é muito mais comum do que parece. O motivo: a comissão do iFood transforma pratos que pareciam lucrativos no salão em produtos que dão prejuízo no delivery. E a maioria dos donos de restaurante só percebe isso tarde demais, quando o caixa já sangrou durante meses.

Neste artigo você vai entender exatamente quanto o iFood cobra, ver uma simulação real com valores em R$ e aprender como calcular o preço mínimo viável para não trabalhar no vermelho no delivery.

Quanto o iFood realmente cobra?

O iFood oferece diferentes planos de comissão, e o percentual varia conforme o contrato negociado. Em linhas gerais, os valores praticados ficam nessas faixas:

Além da comissão, existem outros custos que muitos ignoram: taxa de processamento de pagamento (quando o cliente paga com cartão ou Pix pelo app), campanhas promocionais que o iFood sugere (e que corroem mais a margem) e embalagem de delivery, que é obrigatória e tem custo próprio.

Atenção: os percentuais do iFood variam por região, volume de pedidos e renegociação. Consulte sempre seu contrato para saber o percentual exato que se aplica ao seu restaurante.

Simulação real — um prato de R$ 35 no iFood

Vamos pegar um exemplo concreto. Imagine um prato de frango grelhado com arroz e salada, vendido a R$ 35,00 tanto no salão quanto no iFood. Custo de produção: R$ 11,50 (ingredientes + embalagem delivery).

No salão:

No iFood (com comissão de 27%):

O mesmo prato que tinha CMV de 28% no balcão virou 45% no delivery — usando o mesmo preço. De cada R$ 100,00 que o cliente paga no app, R$ 27,00 vão para o iFood antes de você ver qualquer centavo. O que sobra ainda precisa pagar o custo do prato, embalagem, energia, mão de obra e gerar lucro.

Como calcular o preço mínimo viável para vender no delivery

A lógica é simples: se o iFood toma uma fatia do seu preço, você precisa cobrar mais para manter a mesma margem. A fórmula é:

Preço no iFood = (Custo do prato ÷ CMV% desejado) ÷ (1 − taxa do app)

Aplicando ao nosso exemplo:

Para manter o CMV de 30% com a taxa de 27% do iFood, o prato que custa R$ 11,50 para produzir precisa ser vendido por no mínimo R$ 52,51 no app — não R$ 35,00.

Se cobrar menos do que isso, você está pagando para trabalhar — literalmente.

Devo ter preço diferente no delivery e no salão?

Sim — e isso é permitido, é comum e faz todo o sentido financeiro. O iFood inclusive permite cadastrar preços específicos para o app, diferentes do cardápio físico.

O cliente que pede pelo app já sabe que está pagando pela conveniência da entrega. Uma diferença de 20% a 35% entre o preço do salão e do app é aceitável e esperada pelo consumidor. O que não é aceitável é você absorver esse custo e trabalhar no prejuízo.

A estratégia mais inteligente: calcule o preço correto para cada canal com base no seu custo real e mantenha a margem saudável em todos eles. Alguns pratos podem simplesmente não fazer sentido no delivery — e tudo bem tirá-los do cardápio do app.

Outros custos do delivery que ninguém fala

A comissão do iFood é o custo mais visível, mas não é o único que o delivery adiciona. Veja o que mais precisa entrar na conta:

Somando todos esses custos adicionais, o delivery pode representar de R$ 5,00 a R$ 10,00 de custo extra por pedido — além da comissão do app. Isso precisa estar embutido no seu preço de venda.

Como o Margem Certa simula o preço por canal de venda

Em vez de fazer essa conta manualmente para cada prato e cada canal, o Margem Certa permite configurar os parâmetros de cada canal de venda — incluindo a taxa do iFood, do Rappi ou de qualquer outro app — e calcula automaticamente o preço sugerido para cada canal.

Funciona assim:

  1. Você cadastra o canal de venda (iFood, salão, balcão, delivery próprio) com a taxa correspondente
  2. O sistema aplica a taxa sobre o custo do produto e calcula o preço mínimo viável para aquele canal
  3. Você vê, lado a lado, o preço ideal para o salão e para cada app de delivery
  4. Produtos que não geram margem em nenhum cenário aparecem destacados para revisão

O resultado: você para de depender de estimativas e começa a tomar decisões baseadas no custo real — por produto e por canal.

→ Criar conta grátis e simular o preço dos seus produtos no iFood

Conclusão

A taxa do iFood não é vilã — é uma realidade do delivery que precisa ser incorporada na sua estratégia de precificação. Ignorar esse custo é a receita certa para trabalhar muito, vender bastante e não sobrar nada.

O caminho é simples: calcule o custo real de cada produto com embalagem, aplique a fórmula de preço por canal e ajuste seu cardápio no app para refletir o valor correto. Se algum produto não consegue ser competitivo no delivery com margem saudável, você tem duas opções: reformular a receita para reduzir custo ou simplesmente não oferecer esse produto no app.

O delivery pode ser muito lucrativo — mas só para quem precifica corretamente para ele.

Pronto para precificar com confiança?

Crie sua conta grátis no Margem Certa e calcule o CMV, a ficha técnica e a margem real de cada produto em minutos — sem planilha.

Criar conta grátis → começar agora

✓ Grátis para começar  ·  ✓ Sem cartão de crédito  ·  ✓ Cancele quando quiser

Ver todos os artigos